Educação ainda mais para menos

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Pesquisa: desigualdade educacional é maior que de renda
Redação Terra - Segunda, 24 de dezembro de 2007, 04h46

Pesquisa feita pelo coordenador do Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), José Francisco Soares, estima que a desigualdade educacional no País é maior do que a econômica. Utilizando-se do índice Gini, que mede o grau de desigualdade existente na distribuição de indivíduos segundo a renda domiciliar per capita, Soares chegou a uma diferença de 0,09 entre educação e renda. O nível de desigualdade educacional ficou em 0,635. O Gini varia entre zero e um, sendo um o valor representativo de maior desigualdade.

Segundo a Folha de S.Paulo, o trabalho foi publicado no International Journal of Educational Research. O pesquisador usou como dados as notas dos estudantes de oitava série nas provas de matemática Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes ao ano de 2003, criado pelo governo federal.

Adaptando os parâmetros econômicos à educação, Soares chegou à conclusão de que o nível de desigualdade educacional é de 0,635. Para o mesmo ano pesquisado pelo autor do trabalho, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) definiu em 0,545 o índice Gini brasileiro.

"É um valor alto, o que mostra que o resultado do sistema educacional brasileiro fica muito abaixo das expectativas. É também superior ao índice de Gini do Brasil, ou seja, a desigualdade educacional (...) é maior do que a econômica", afirma Soares, registra o jornal.

O índice tem esse nome em homenagem a seu criador, o matemático italiano Conrado Gini.

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O que é o índice Gini? Segundo o Site dos Índices: O índice de Gini, calcula o grau da concentração dos rendimentos, pode variar de zero a um. Se ele for zero, significa que uma distribuição justa e igualitária dos rendimentos – todo mundo ganha salários iguais. Se ele for um, significa que apenas um trabalhador, sozinho, ganha o total da massa salarial – concentração máxima. Por isso, quanto mais próximo de zero o índice de Gini, melhor é a distribuição dos rendimentos pelas pessoas ocupadas.

Por isso, essa comparação, creio eu. Infelizmente, a educação no Brasil está assim, cada vez mais deixada de lado. É triste ouvir de jovens que eles tem preguiça de estudar, que isso não serve para nada, que tudo que precisam está no Google e o, pior, quem estuda não ganha dinheiro; ao mesmo tempo ir a uma cidade do interior e ouvir crianças implorando para você ensinar elas escreverem seus nomes.

Realmente, esse é o tipo de pesquisa que me deixa sem palavras e de coração apertado.

1 Observações:

Sérgio disse...

Ao ler um resultado de pesquisa que trata do nosso país, fica aquela vontade de comparar interna e externamente os valores apresentados.
E ficam no ar algumas perguntas.
Em qual região estará a maior desigualdade?
Nas cidades ocorre o mesmo que no interior?
Com ou sem respostas a realidade não muda.
O que pode (e precisa) mudar é a nossa atitude.
Outubro está chegando e nossas escolhas podem (ou não) ajudar a mudar esta estatística no futuro.
...
A título de provocação, vale lembrar o STJ decidiu que os cargos são do partido, portanto a partir dessa eleição além de escolher o candidato será preciso conhecer a ideologia do partido ao qual ele está afiliado.
Pensem nisso.