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domingo, 19 de agosto de 2007

Brasileiros têm imagem pior dos EUA que da Venezuela
Pablo Uchoa de Londres


Uma pesquisa encomendada pela BBC e divulgada nesta terça-feira mostrou que os brasileiros têm imagem mais negativa dos Estados Unidos que da Venezuela.

Quase três em cada cinco brasileiros (57%) entrevistados em oito cidades disseram ter uma visão negativa do país liderado pelo presidente George W. Bush, contra dois em cada cinco (41%) que disseram ter a mesma percepção do país liderado por Hugo Chávez.

A pesquisa é divulgada às vésperas da viagem de Bush para a região, no que analistas têm considerado ser uma jogada geopolítica para contrabalançar a influência de Chávez.

A pesquisa indicou, no entanto, que Bush poderá contar com a receptividade de muitos outros brasileiros que têm uma visão positiva dos Estados Unidos.

Quase um terço (29%) dos entrevistados afirmou que os Estados Unidos desempenham um papel bom no mundo, contra um quinto (22%) que tiveram a mesma opinião sobre a Venezuela.

'Desafio'

Ainda assim, a visão geral sobre os Estados Unidos é mais negativa que positiva, observou Doug Miller, presidente da GlobeScan, a empresa que coordenou o levantamento.

Junto com o Chile (32%), o Brasil está entre os países latino-americanos pesquisados em que os Estados Unidos tiveram maior índice de avaliação positiva.

No vizinho México, os EUA são bem vistos por apenas 12% da população.

Na Argentina, em contrapartida, duas em cada três pessoas (64%) vêem os Estados Unidos negativamente.

"É uma situação desafiadora para Washington", afirmou Douglas Miller.

"A reputação dos Estados Unidos se corroeu significativamente nos últimos dois anos, e chegou a um ponto em que será difícil para os americanos convencer as pessoas de que sua visão de mundo é boa", explicou.

Nos 27 países pesquisados, a avaliação positiva dos EUA ficou em apenas 30%, enquanto a negativa bateu 51%. É um percentual apenas superado por Irã (54%) e Israel (56%).

"As pessoas tendem a avaliar negativamente aqueles países que se destacam por usar ou buscar poder militar", disse Steven Kull, diretor do Programa sobre Atitudes em Política Internacional (PIPA, sigla em inglês).

"Isto inclui Israel e os Estados Unidos, que, recentemente, entraram em guerras, e a Coréia do Norte e o Irã, percebidos como tentando desenvolver armas nucleares."

'Guerra de palavras'

Mas este, segundo Doug Miller, não é o caso da Venezuela.

"A política externa da Venezuela é caracterizada pela confrontação com os Estados Unidos, mas uma confrontação no plano das palavras, como quando o presidente Chávez chama Bush de 'Mr. Danger'", ele sustenta.

"A pesquisa indica que as pessoas preferem a confrontação no sentido de usar as palavras, não armas de fato."

Nos 27 países, o mesmo percentual de entrevistados tem uma visão negativa e positiva da Venezuela: 27%.

"O tipo de política externa que tem dado bons resultados a Chávez é a de prover petróleo a países pobres e ajudar os vizinhos latino-americanos", diz Miller.

"É interessante descobrir que Chávez é o exemplo de um líder se levantando, resistindo (à hegemonia americana) e conquistando alguns seguidores."


Sinceramente, eu acho que todos são farinha do mesmo saco!!!

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