Isso nada tem haver com estatística...

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Ivan Lessa: Superstições
11 de setembro, 2006 - 09h21 GMT (06h21 Brasília)

Toque-toque, pé de pato mangalô treis veis. Gato preto. Passar debaixo de escada. Trevo de quatro folhas. Fazer figa. Todas essas são superstições nossas.

Sim, basta googlar para dar com algumas mais pitorescas. Por exemplo: só cortar as unhas na sexta-feira, que em outros dias faz mal. Tomar banho depois de cortar o cabelo dá congestão cerebral. Um estudo sério dessas coisas nunca foi feito. Algumas, a lógica e o bom senso explicam. Feito não passar debaixo de uma escada. Essa é mole: alguém pode estar trabalhando lá em cima e deixar alguma coisa na cabeça da gente, uai! O resto é pura adivinhação.

Há quem tenha uma explicação para tudo. Agora um tratado sério, ou metido a sério, enumerando e dando origem, esse não tem. Ou não tinha, até agora. Para essas coisas, e outras bizarrias, aí estão os britânicos.

A Universidade de Bristol em pesquisa que vai acabar virando livro, como tudo que mexe com a imaginação popular, alega ter chegado à conclusão de que a mente humana se presta naturalmente à superstição. Por quê? Porque nós, pobres e tolos mortais, não conseguimos viver sem uma explicação para tudo.

A mente humana, segundo os pesquisadores da Universidade, não suporta um vazio em sua capacidade de compreender as coisas. Feito a natureza, que não suporta um vácuo.


O irracional à solta

Hum. Tenho minhas dúvidas. Ninguém conseguiu, até agora, explicar direito (ou mesmo esquerdo) a questão do Oriente Médio ou o que é que houve com a seleção do Brasil no último Mundial. Mesmo assim, não culpo gatos de qualquer cor ou folhinhas de planta alguma.
Eu não faço outra coisa na vida a não ser suportar minha incapacidade de compreender as coisas, inclusive, e principalmente, como e porquê a natureza não suporta um vácuo.

De qualquer forma, enumero a seguir algumas das superstições recolhidas por estas ilhas que se acreditam no século 21.

Segurem aí e confiram. Tenho a certeza que muitas delas vão esbarrar, ou dar de cara, com alguma superstição particular a, digamos, a cidade de Crato, no Ceará, para citar um exemplo que, quero crer, não passa também de absurda superstição. Segurem aí, não se mexam, que eu vou mandar bala.

* O cônjuge que for o primeiro a ferrar no sono no decorrer da noite de núpcias será o primeiro a morrer.
* Se o noivo deixar cair o anel de casamento, ou qualquer parte de sua indumentária, a união estará condenada ao divórcio.
* Se um pintarroxo entrar na sala pela janela, alguém morrerá em menos de uma semana.
* Nunca bata em ninguém com uma vassoura. Vassourada faz as pessoas ficarem mais preguiçosas.
* Se um morcego não parar de voar em torno de uma pessoa, isso significa que essa pessoa vai ser passada para trás.
* Abelha dentro de casa é sinal de visita.
* Se quer ver de novo um amigo, nunca se despeça dele numa ponte.
* Pescador que no mar falar de coelho, lebre ou animal selvagem, vai passar por um período de azar.
* Dá azar também mencionar a palavra “igreja” quando se navega.
* Não se deve usar nada de novo num funeral, principalmente sapatos novos.
* Cortar o cabelo na chuva (ao relento, claro) dá sorte.
* Fazer lista de superstições esotéricas significa imediata paralisia mental e física para aquele que a realiza.


Isso nada tem haver com estatística... mas como hoje é sexta-feira 13 resolvi compartilhar com vocês um pouco do humor que me gera esse dia.

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