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quinta-feira, 26 de julho de 2007

Estudo realizado por oito universidades traça o perfil do engenheiro na economia globalizada
Por Thiago Romero – 12/12/2006

Traçar o perfil do engenheiro na economia globalizada e mostrar quais são os principais requisitos para a prática da profissão. Esse é o objetivo do estudo Excelência em engenharia global, desenvolvido por oito universidades de seis países, entre elas a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), cujos resultados serão apresentados hoje (12/12), em São Paulo.

O trabalho é uma iniciativa da AG Continental, empresa alemã do setor automotivo, e foi conduzido pela Universidade Técnica Darmstadt (Alemanha), em parceria com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts e o Instituto de Tecnologia da Geórgia (dos Estados Unidos), a Escola Politécnica Federal de Zurique (Suíça), as universidades Tsinghua e Jiaotong (da China) e a Universidade de Tóquio (Japão), além da Poli/USP.

Os pesquisadores envolvidos no projeto analisaram fatores históricos, econômicos e sociais de cada país, desafios do mercado e necessidades da indústria em relação à força de trabalho dos engenheiros.
O trabalho aponta que ter formação de nível superior consistente não é garantia de um bom desempenho no mercado de trabalho: o engenheiro tem de se preparar para atuar em escala global.

"A condição básica para as carreiras de engenharia é ter capacidade técnica. No entanto, mais do que nunca, é preciso ter flexibilidade para entender a dinâmica dos mercados globais e isso vai além das habilidades aprendidas nas disciplinas acadêmicas tradicionais", disse Paulo Carlos Kaminski, professor do Departamento de Engenharia Mecânica, à Agência FAPESP. Kaminski representou o Brasil no trabalho, ao lado do professor Márcio Lobo Netto, do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Poli/USP.

Além de ressaltar o que deve ser aperfeiçoado em cada uma das partes envolvidas no processo de profissionalização do engenheiro, incluindo instituições de ensino, governo e indústria, Kaminski explica que o estudo servirá de base para a reflexão sobre deficiências na grade curricular tradicional, à medida que um dos desafios é tornar a competência global uma qualificação central nos programas de graduação e pós-graduação.

"A proposta não é criar novas disciplinas específicas, mas usar técnicas de aprendizagem em que um mesmo projeto é desenvolvido por equipes de várias nacionalidades. Enquanto a universidade deve priorizar a internacionalização dos alunos dentro do currículo de engenharia, os governos precisam diminuir as barreiras da mobilidade que inviabilizam o intercâmbio de pesquisadores", sugere Kaminski.

Projetos inovadores

Para o professor da Poli, uma atividade que vem despertando o espírito empreendedor dos alunos de engenharia é o Partners for the Advance of Collaborative Engineering Education (Pace). Trata-se de um programa educacional da General Motors feito em parceria com universidades de vários países, entre elas a Poli, em que estudantes de graduação desenvolvem a distância projetos de veículos.

"Essa é uma forma de desenvolver competências que naturalmente favorece a internacionalização, sem grandes mudanças curriculares na instituição de ensino. Nesse caso, a empresa fornece toda a infra-estrutura para as universidades e os alunos desenvolvem projetos em sistemas automotivos de interesse global", disse.

Outro ponto favorável são os programas de duplo diploma, implementados pelas oito universidades que participaram do estudo. A metodologia de ensino, que tem como base a internacionalização da pesquisa científica, foi adotada há quatro anos nos cursos de graduação da Poli, em parceria com instituições de ensino da Europa.

"Como é nítida a importância que as empresas globais dão à dupla graduação, pelo menos 15% dos nossos alunos recebem no final do curso um diploma da Poli e outro de uma universidade do exterior, após um amplo processo de intercâmbio acadêmico", afirma Kaminski.

Segundo ele, há uma tendência crescente no número de alunos formados no Brasil, em especial nas universidades privadas. "Em 2004, mais de 27 mil estudantes foram graduados e, em 2006, teremos algo em torno de 30 mil. O importante é ressaltar que as boas escolas de engenharia no país têm conseguido implementar programas que permitem a internacionalização desses alunos durante a graduação", disse.

A íntegra do estudo está disponível no site www.global-engineering-excellence.org em inglês e alemão. Uma versão resumida do trabalho será lançada até o fim do mês em 12 idiomas, incluindo português.


Cai na estatística como variável aleatória... eu queria ser Engenheira Química... mas passei na segunda opção, na segunda chamanda e no dia do meu aniversário... (risos) encarei como uma oportunidade... e por fim me apaixonei!!! Logo, logo, serei Estatística!!! Agora se você deseja ser Engenheiro não pode deixar de ler o estudo completo... o que está esperando??? Mãos à obra!!!

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