Carinho na medida certa!!!

terça-feira, 24 de julho de 2007

Estudo mostra que carinho exagerado a mulheres infartadas é prejudicial na recuperação
Ed. 480 - 30/07/2007 - Diário de São Paulo

As mulheres infartadas que são extremamente apoiadas e mimadas pela família correm um risco três vezes maior de sofrer um novo ataque quando comparadas às outras pacientes. Esse é o resultado de um estudo, realizado nos Estados Unidos, que avaliou o comportamento de homens e mulheres pós-ataque diante do apoio dos parentes e amigos.

Segundo a pesquisadora Karina Davidson, o fato de a paciente contar com muita gente que a ama e que está preocupada com sua saúde circulando ao seu redor pode aumentar o estresse e desencadear um novo infarto, potencialmente fatal. Isso geralmente acontece porque essas mulheres se sentem pressionadas a melhorar, pois acreditam ser responsáveis por tomar conta de todos que estão ao seu lado.

A médica ainda chama a atenção para o fato de que parentes e amigos nervosos podem inadvertidamente desencadear conflitos ou discutir de maneira repetida problemas emocionais, o que muitas vezes causa estresse no paciente.

A diretora do departamento de psicologia da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, Ana Lúcia Alves Ribeiro, no entanto, discorda da pesquisa, embora não tenha dados científicos sobre o assunto. “Acho que o carinho e a atenção nunca fazem mal. Pela minha experiência, os pacientes se recuperam mais rápido quando têm o apoio da família”, comenta a especialista.

Mas, segundo Ana Lúcia, os familiares devem evitar incluir o paciente nos problemas de casa durante o tratamento. “Muitas vezes, os parentes acabam contando o que aconteceu de ruim na ausência do paciente e isso não é bom. O ideal é falar de todas as coisas boas para que a recuperação seja mais rápida e eficiente”, recomenda a psicóloga, que dá orientação à família quando isso acontece. Para a especialista, que também trabalha no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, os parentes nunca devem abandonar ou dar pouca atenção ao paciente.

O estudo, no entanto, não encontrou este tipo de reação entre os homens cardiopatas. Esses pacientes nem sempre agem com reciprocidade pela mobilização da família. Segundo a pesquisadora americana, suas conclusões relativas às mulheres não se baseiam na ciência e sim na intuição. Mas a sua estimativa de risco é compatível com um estudo de 139 homens e 71 mulheres, realizado na Nova Escócia, Canadá.

Karina Davidson usa dados para validar o que diz... já Ana Lúcia Alves Ribeiro utiliza a experiência... difícil escolher um lado para defender, pois acho que as duas estão certas!!! Muitas pessoas acham que passam a ser pesos para a família então se estressam... outras acham quem não gostam dela e se estressam... acho que devemos fazer uma média ponderada!!!

0 Observações: