Dia do índio??? Só no calendário...

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Mais de 80% dos indígenas da América Latina vivem na pobreza, diz estudo
28 de fevereiro, 2007 - 21h08 GMT (18h08 Brasília) - Bruno Garcez de Washington


Um estudo recém-divulgado pelo Banco Mundial afirma que, apesar dos esforços para reduzir a pobreza na América Latina, mais de 80% dos indígenas latino-americanos vivem na pobreza extrema, uma tendência que pouco mudou desde a década de 1990, quando foram registrados diversos progressos econômicos.

O estudo analisa a situação vivida em cinco países latino-americanos: Bolívia, Peru, México, Guatemala e Equador. O relatório afirma que ''onde quer que vivam, os indígenas tendem a ser os mais pobres entre os pobres''.

O documento discute por que, mesmo hoje em dia tendo mais acesso a uma melhor educação e a treinamento profissional, os cerca de 28 milhões de indígenas latino-americanos não conseguem aprimorar seus padrões de vida ou equipará-los aos das populações não-indígenas de seus países.

De acordo com Emmanuel Skoufias, economista-sênior no Banco Mundial e um dos autores do relatório, o estudo mostra que ''devido à sua exclusão histórica, os povos indígenas continuam a ter acesso limitado a terras produtivas, serviços básicos e a mercados financeiros''.

Relações desiguais

No meio rural, os indígenas costumam ser afetados pela escassez de recursos como água corrente e eletricidade, mas também pelo acesso a estradas, que é vital para que eles possam transportar seus produtos para o mercado.

Mas o documento afirma que as relações desiguais entre indígenas e não-indígenas se dão tanto nos grandes centros urbanos como no meio rural.

O estudo afirma que, no meio rural, os indígenas são mais dependentes da agricultura como meio de subsistência e têm poucas oportunidades de obter empregos que não sejam os destinados à mão de obra não qualificada.

Em relação aos meios urbanos, ''os trabalhadores indígenas estão mais propensos a trabalhar no setor informal, que padece da falta de segurança, acesso a benefícios sociais, seguro saúde e seguro desemprego''.

Segundo o relatório, na Guatemala, menos de 50% da população indígena que vive nas áreas urbanas do país é assalariada, contra 65% dos não-indígenas. No Equador, apenas 28% de todos os indígenas do país têm empregos formais, contra 50% do restante da população do país.

Diferenças culturais

O documento também lista motivos culturais como fatores que contribuem para a situação. ''Os indígenas tradicionais do continente americano se vêem antes de tudo como membros de suas comunidades. Essa característica pode ter um efeito negativo sobre se sentirem parte integrante da força de trabalho e sobre salários.''

O relatório cita o caso dos aimará, grupo indígena formado por mais de 2 milhões de pessoas na região andina, em países como a Bolívia e o Peru. Segundo o texto, ''os aimará valorizam muito a educação, que se afina com seus ideias de individualismo, trabalho duro e desenvolvimento pessoal e comunal''.

Mas o documento acrescenta que, apesar de louvarem as benesses oferecidas pela educação moderna, a cultura aimará não assimila bem outras características da cultura moderna, enfatizando que ''a competição aberta está ausente da cultura aimará''.

Mas o estudo conclui que valores tradicionais também estão entre as forças das comunidades indígenas. ''Antes de estas comunidades haverem travado contato com os europeus, entre as suas características estava o empreendimento, que foi esmagada por imigrantes europeus''.

O documento acrescenta, que quando esta tendência foi recuperada, ''ela estava mais voltada para a comunidade do que para o indivíduo''.

O estudo diz que, apesar de constituírem menos de 5% da população mundial (370 milhões de pessoas), as populações indígenas em todo o mundo constitutem 15% dos pobres mundiais.

Lamentável essa situação... o homem continua querendo preservar sua história apenas nos museos.

Dicionário de Estatística

Esse dicionário é um apanhado de definições obtidas em aulas, artigos, livros e na internet. Espero que sirva de fonte de apoio para todos que chegaram até aqui. Todas as informações contam com suas referências de origem de forma a garantir sua veracidade e posteriores citações em trabalhos acadêmicos, planejamentos estratégicos, apresentações em geral e/ou artigos.

Letra A

Alfa: ver “erro tipo I”. (L1)

Amostra: é um subconjunto finito da população que se supõe representativo desta. (UL)

Amostra: Porção representativa de água, ar, qualquer tipo de efluentes ou emissão atmosférica ou qualquer substância ou produto, tomada para fins de análise de seus componentes e suas propriedades. Em biologia: "(1)Parte de uma população ou universo, tomada para representar a qualidade ou quantidade de todo um conjunto. (2) Número finito de observações selecionadas de uma população ou universo de dados" (Silva, 1973). (DEA)

Amostra Amodal: é uma amostra que não tem moda. (UL)

Amostra Bimodal: é uma amostra que tem duas modas. (UL)

Amostra Composta (de água): "É representativa da somatória de várias amostras simples tomadas em função da vazão. Ela é feita com o fim de minimizar o número de amostras a serem analisadas. A quantidade de amostras simples que irá ser adicionada à mistura total depende da vazão dos efluentes na hora em que a amostra foi tomada. A quantidade total de amostra composta depende também do número e tipo de análises a serem feitas" (Braile, 1992). (DEA)

Amostra Cumulativa (de ar): "Amostra coletada por um período de tempo, com: (1) retenção do ar coletado num único recipiente, ou (2) acumulação de um componente numa única coleta. São exemplos: a amostragem de poeira em que a poeira separada do ar é acumulada em uma massa ou um fluído; a absorção de gás ácido numa solução alcalina; a coleta do ar em uma bolsa plástica ou um gasômetro. Tal amostra não reflete as variações de concentração durante o tempo da amostragem" (Lund, 1972). (DEA)

Amostra Imparcial: é uma amostra em que todos os elementos tiveram uma igual oportunidade de fazer parte da mesma. (UL)

Amostra Multimodal: é uma amostra que tem mais do que duas modas. (UL)

Amostra Representativa: é aquela que deve conter em proporção todas as características qualitativas e quantitativas da população. (UL)

Amostragem Aleatória Simples: é aquela em que qualquer elemento da população tem a mesma probabilidade de ser escolhido. (UL)

Amostragem Contínua: "Amostragem realizada sem interrupções, realizada ao longo de toda uma operação e por um tempo pré-determinado" (Lund, 1971). (DEA)

Amostragem de Chaminé: "Coleta de amostras representativas gasosas e de partículas, do material (gás) que flui por um duto ou chaminé" (Lund, 1971). (DEA)

Amostragem Estratificada: é aquela em que a população está dividida em estratos ou grupos diferenciados. (UL)

Amostragem, Pesquisa por Amostragem: Processo ou método de conceber um número finito de indivíduos ou casos de uma população ou universo, para produzir um grupo representativo. Usado em circunstâncias em que é difícil obter informações de todos os membros da população, como, por exemplo, análises biológicas, controle de qualidade industrial e levantamento de dados sociais. "É um método indutivo de conhecimento de todo o universo estatístico, através de um número representativo de amostras aleatórias desse universo" (Ferrari, 1979). (DEA)

Amostragem Sistemática: é aquela em que os elementos são escolhidos a partir de uma regra previamente estabelecida. (UL)

Amplitude de um Conjunto de Dados: é a diferença entre o maior valor e o menor valor desse conjunto. Se os dados estiverem agrupados em classes, a amplitude é a diferença entre o limite superior da última classe e o limite inferior da primeira. Para um intervalo do conjunto de dados de [a,b], onde x1= a e xn= b, tem-se: (UL)



Análise multivariada: análise de múltiplas variáveis em um único relacionamento ou conjunto de relações. (L1)

Análise univariada de variância (ANOVA): técnica estatística para determinar, com base em uma medida dependente, se várias amostras são oriundas de populações com médias iguais. (L1)

Atributos Qualitativos: são atributos que estão relacionados com uma qualidade e apresentam-se com várias modalidades. (UL)

Atributos Quantitativos: são atributos aos quais é possível atribuir uma medida e apresentam-se com diferentes intensidades ou valores. (UL)

Letra B

Banco de Dados: Conjunto de dados organizado de maneira lógica, ou seja, numa seqüência que permite acesso rápido e simples. (EEA)

Beta: ver “erro tipo II”. (L1)

Letra C

Censo: é um estudo estatístico que resulta da observação de todos os indivíduos da população relativamente a diferentes atributos pré-definidos. (UL)

Classe Mediana: é a classe, para dados classificados, que contem a Mediana (neste caso considera-se como Mediana o valor da variável estatística que corresponde a n/2, quer n seja par, quer n seja ímpar). (UL)

Classe Modal: é a classe, para dados classificados, que aparece com maior freqüência. (UL)

Coeficiente de Correlação Linear (r): medida estatística que permite calcular o valor numérico correspondente ao grau de dependência entre duas variáveis, o qual varia entre -1 e 1. Com n = nº de observações da amostra, tem-se: (UL)




Confiabilidade: extensão em que uma variável ou um conjunto de variáveis é consistente com o que se pretende medir. Se medidas repetidas forem executadas, as medidas confiáveis serão consistentes em seus valores. É diferente de “validade”, por se referir não ao que deveria ser medido mas do modo como é medido. (L1)

Correlação: é a relação ou dependência entre as duas variáveis de uma distribuição bidimensional. (UL)

Correlação Fraca ou Nula: quando o Diagrama de Dispersão não permite o ajustamento de nenhuma recta, o que significa que r = 0. Diz-se, então, que não existe nenhuma relação entre as variáveis da Distribuição Bidimensional. (UL)

Correlação Negativa Forte: quando a recta de regressão, obtida a partir do Diagrama de Dispersão, tem declive negativo. A correlação é negativa quando r varia entre -1 e 0 e será tanto mais forte quanto r se aproxima de -1. (UL)

Correlação Negativa Perfeita ou Linear: quando a recta de regressão, obtida a partir do Diagrama de Dispersão, tem declive negativo com r = -1. (UL)

Correlação Parcial Bivariada: correlação simples (duas variáveis) entre dois conjuntos de resíduos (variâncias inexplicadas) que permanecem depois que a associação de outras variáveis independentes é removida. (L1)

Correlação Positiva Forte: quando a recta de regressão, obtida a partir do Diagrama de Dispersão, tem declive positivo. A correlação é positiva quando r varia entre 0 e 1 e será tanto mais forte quanto r se aproxima de 1. (UL)

Correlação Positiva Perfeita ou Linear: quando a recta de regressão, obtida a partir do Diagrama de Dispersão, tem declive positivo com r = 1. (UL)

Letra D

Dado: Qualquer tipo de representação que tenha um significado. (EEA)
Dados: Conjunto de qualquer tipo de informação detalhada e quantificada, resultado de medições ou experiências realizadas com objetivos específicos, usado como referência para determinações, estudos e trabalhos científicos. "Toda a informação factível de ser resumida em um código, uma cifra, um esquema, um plano ou uma foto. Quer dizer, informação que não requer um texto ou um comentário para ser inteligível ou utilizável" (Diccionario de la Naturaleza, 1987). (DEA)
Dados Classificados: são valores que uma dada variável pode tomar dentro de certo intervalo. Estes dados são classificados ou agrupados em classes. (UL)

Dado Estatístico: é o resultado da observação de um atributo/variável qualitativa ou quantitativa. (UL)

Dados Simples: vão valores associados a uma dada variável e cuja representação é feita através de uma tabela. (UL)

Dados Métricos: também chamados de “dados quantitativos”, “dados intervalares” ou “dados proporcionais”, essas medidas identificam ou descrevem indivíduos (objetos) não apenas na posse de um atributo, mas também pela quantia ou grau em que o indivíduo pode ser caracterizado pelo atributo. Por exemplo, a idade ou o peso de alguém são dados métricos. (L1)

Dados Não-Métricos: também chamados de “dados qualitativos”, são atributos, características ou propriedades categóricas que identificam ou descrevem um indivíduo ou objeto. Diferem dos “dados métricos” no sentido de indicarem a presença de um atributo, mas não a quantia. Exemplos são ocupações (médico, advogado, professor) ou “status” do comprador (comprador, não comprador). São também conhecidos como “dados nominais” ou “dados ordinais”. (L1)

Definição do Problema: é a primeira fase do estudo estatístico e consiste na definição e formulação correcta do problema a ser estudado. (UL)

Densidade de População: Razão entre o número de habitantes e a área da unidade espacial ou político-administrativa em que vivem, expressa em habitantes por hectare ou por quilômetro quadrado. A densidade de população é também usada em ecologia para o cálculo da densidade de um conjunto de indivíduos de uma mesma espécie. "É um índice que mede o volume da população em relação a um território" (Sahop, 1978). "É a grandeza desta (população) em relação com alguma unidade espacial. Exemplificando, o número de indivíduos ou a biomassa da população, por unidade de superfície ou de volume" (Carvalho, 1981). (DEA)

Desvio Médio (d): é a média aritmética do valor absoluto da diferença entre cada valor e a média, no caso dos dados não classificados. No caso dos dados classificados, tem que se entrar em conta com a frequência absoluta de cada observação. Com n = nº de observações da amostra, tem-se para dados não classificados: (UL)


e dados classificados:



Desvio Padrão: é a raiz quadrada positiva da variância. Com n = nº de observações da amostra, tem-se: (UL)



Diagrama de Dispersão: é a representação num referencial ortonormado de um conjunto de pares ordenados de valores (x, y), onde cada par ordenado corresponde a uma observação. (UL)

Distribuição Bidimensional: é a representação de uma variável bidimensional (xi, xj), com 1 £ i £ n e xi e xj duas variáveis unidimensionais. (UL)

Diagrama de Caule-e-Folhas: o mesmo que separador de freqüências. (UL)

Diagrama de Extremos e Quartis: é um diagrama que representa os valores extremos e os quartis de uma variável estatística. (UL)

Distribuição de Freqüências: o mesmo que tabela de freqüências. (UL)

Letra E

Erro de Especificação: omissão de uma variável-chave da análise, que causa um impacto sobre os efeitos estimados de variáveis incluídas. (L1)

Erro de Medida: imprecisão na mensuração dos valores “verdadeiros” das variáveis devido à falibilidade do instrumento de medida (ou seja, escalas de resposta inapropriadas), erros na entrada de dados ou enganos dos respondentes. (L1)

Erro Tipo I: probabilidade de rejeitar incorretamente a hipótese nula – na maioria dos casos, isso significa dizer que existe uma diferença ou correlação.quando na verdade não é o caso. Também chamado de “alfa”. Níveis comuns são de 5% ou 1%, chamados de nível 0,05 ou 0,01, respectivamente. (L1)

Erro Tipo II: probabilidade de falhar incorretamente na rejeição da hipótese nula – em termos simples, a probabilidade de não encontrar uma correlação ou diferença na média quando ela existe. Também chamado de “beta”, está inversamente relacionado ao “erro tipo I”. O valor 1 menos o “erro tipo II” é definido como”poder”. (L1)

Escalas Múltiplas:
método de combinação de diversas variáveis que medem o mesmo conceito em uma única variável como tentativa de aumentar a “confiabilidade” da medida por meio de “medida multivariada”. Na maioria dos exemplos, as variáveis separadas são somadas e em seguida seu escore total ou médio é usado na análise. (L1)

Estatística: é o método que ensina a recolher, classificar, apresentar e interpretar um conjunto de dados numéricos. (UL)

Estatística Descritiva: ramo da Estatística que tem por finalidade descrever certas propriedades relativas a um conjunto de dados. (UL)

Estatística Indutiva: ramo da Estatística que procura inferir propriedades da população a partir de propriedades verificadas numa amostra da mesma. (UL)


Letra F

Fenômenos Independentes: são fenômenos respeitantes à mesma variável que não têm qualquer ligação um com o outro. (UL)

Freqüência Absoluta (fi): é o número de vezes que o valor de determinada variável é observado. (UL)

Freqüência Absoluta Acumulada (Fi): é a soma das freqüências absolutas anteriores com a freqüência absoluta deste valor, tem-se: (UL)


Frequência Relativa (fri): é o quociente entre a freqüência absoluta do valor da variável e o número total de observações, tem-se: (UL)



Freqüência Relativa Acumulada (Fri): é a soma das freqüências relativas anteriores com a freqüência relativa desse valor. (UL)



Função Cumulativa: função que indica para cada valor real x a freqência absoluta ou relativa) de observações com intensidade menor ou igual a x. A representação gráfica desta função é em forma de escada. (UL)

Letra G

Geocodificação: Definição da posição de elementos geográficos referenciada a um sistema de coordenadas padrão. Normalmente é feita por meio da definição de um centróide. (EEA)

Geoprocessamento: Tecnologia que abrange o conjunto de procedimentos de entrada, manipulação, armazenamento e análise de dados espacialmente referenciados. (EEA)

Georreferência: Relação entre as coordenadas de uma planta e as coordenadas do mundo real conhecidas. (EEA)

GIS: Abreviatura para "Geographic Information System", ou seja, Sistema de Informação Geográfica, sendo a associação de elementos de uma Base Cartográfica à um Banco de Dados Relacional, permitindo desenvolver aplicações voltadas para uma administração otimizada. (EEA)

GMT: Abreviação de Greenwich Mean Time, hora local do meridiano de Greenwich, assumida como horário padrão internacional e conhecida em português como Hora do meridiano de Greenwich. (EEA)

GPS: Abreviatura para "Global Position System". Sistema criado para a navegação que utiliza sinais emitidos por satélites artificiais. Usado para a navegação e posicionamento no mar, ar e superfície terrestre. O Sistema de Posicionamento Global permite ao usuário, por meio do recebimento de sinais de satélites artificiais, definir a exata localização de um ponto qualquer sobre o globo. (EEA)

Gráfico Circular: é representado por um círculo que está dividido em sectores cujas amplitudes são proporcionais à freqüência que lhe corresponde. (UL)

Gráfico de Barras: é constituído por barras, horizontais ou verticais, de comprimento proporcional à freqüência. (UL)

Greenwich: Nome da cidade inglesa que marca a longitude zero, ou seja, o meridiano-origem ou meridiano principal, conforme ficou estabelecido desde 1883. (EEA)

Letra H

Histograma: é um gráfico de barras em que a área destas é proporcional à freqüência, não havendo espaço entre as mesmas. Só se utiliza em variáveis quantitativas contínuas. (UL)
Histograma: conjunto de retângulos que têm as bases sobre o eixo x e a área proporcional às freqüências de classe. Diagrama constituído por retângulos ou linhas desenhadas a partir de uma linha de base, em que a posição deles ao longo dessa linha representa o valor ou a amplitude de uma das variáveis, e a sua altura, o valor correspondente de uma segunda variável. (SM)
Histograma: Representação gráfica da distribuição da freqüência de níveis de cinza de uma imagem matricial de sensor remoto. Apresenta no eixo "x" a variação de níveis de cinza da imagem e no eixo "y" a freqüência de cada valor digital na mesma. (EEA)

Letra I

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Incerteza: "Característica de um fenômeno ou de uma situação em virtude da qual esta não se concretiza necessariamente da mesma maneira, ainda que se repitam as condições em que ela se realizou, não se podendo sequer conhecer a probabilidade de ocorrência dos seus possíveis resultados" (Diccionario de la Naturaleza, 1987). (DEA)

Indicador: variável única utilizada em conjunção com uma ou mais variáveis diferentes para formar uma “medida composta”. (L1)

Indivíduo: é igual Unidade Estatística. (UL)

Informação: Dado codificado. (EEA)

Informações Georreferenciadas: Ligação de atributos não gráficos ou dados geograficamente referenciados às informações gráficas de um mapa. (EEA)

Letra J

Letra K

Letra L

Letra M

Média Aritmética Simples: é o quociente da soma de todos os dados não classificados pelo número desses dados.Com n = nº de observações da amostra, tem-se: (UL)




Média Aritmética Ponderada: é o quociente entre o somatório do produto de cada dado classificado pela sua freqüência absoluta e o número desses dados. Com n = nº de observações da amostra, tem-se: (UL)




Mediana: é o valor da variável, para dados não classificados, que ocupa a posição central da distribuição. Com n = nº de observações da amostra tem-se para n par: (UL)





n ímpar:

Mediana (estatística): Em uma amostra, disposta por ordem crescente dos seus elementos, é o número do meio. No caso dessa amostra ter um número par de elementos a mediana será a media dos 2 centrais. Exemplo: a mediana da amostra : 1, 3, 4, 6, 7, 11, 23 é 6. (SM)


Medida Composta: ver “escala múltipla”. (L1)

Medidas de Dispersão: é um conjunto de medidas (Amplitude, Variância e Desvio Padrão) utilizadas no estudo da variabilidade de uma determinada distribuição, permitindo obter uma informação mais completa acerca da "forma" da mesma. (UL)

Medidas de Localização: é um conjunto de medidas (Média, Mediana, Moda e Quartis) que representam de uma forma global um conjunto de dados. (UL)

Medidas de Tendência Central: o mesmo que Medidas de Localização. (UL)

Medida Multivariada: uso de duas ou mais variáveis como “indicadores” de uma única “medida composta”. Por exemplo, um teste de personalidade pode oferecer as respostas a diversas questões individuais (indicadores), as quais são então combinadas para formar um escore único (escala múltipla), que representa o tipo de personalidade. (L1)

Moda (m): observação que ocorre com maior freqüência numa amostra. (UL)

Multicolinariedade: extensão em que uma variável pode ser explicada pelas outras variáveis na análise. À medida que a multicolinariedade aumenta, fica mais complicada a interpretação da “variável estatística”, uma vez que se torna mais difícil verificar o efeito de qualquer variável, devido suas inter-relações. (L1)

Letra N

Número mais Provável (NMP): "De acordo com a teoria estatística, é o número que, com maior probabilidade que qualquer outro, fornece a estimativa do número de bactérias em uma amostra. Expresso com densidade de organismos por 100 ml" (Abnt, 1973). (DEA)

Nuvem de Pontos: o mesmo que diagrama de dispersão. (UL)

Letra O

Organização dos Dados: consiste em "resumir" os dados através da sua contagem e agrupamento. (UL)

Letra P

Pesquisa Operacional: Aplicação de métodos científicos para a melhor gestão de sistemas organizados governamentais, comerciais e industriais. Distingue-se da engenharia operacional por enfocar sistemas nos quais o comportamento humano é importante. "Estudo da eficácia do comportamento humano, para que se faça o melhor uso possível de recursos escassos para servir a determinados fins. Nele se combinam a observação, o experimento, a dedução e a indução. Seu objetivo é ajudar os diretores de indústria ou dos serviços públicos a tomar decisões" (Seldon & Pennance, 1977). (DEA)

Pictograma: Um gráfico no qual os dados são representados por desenhos ou imagens. (SM)

Pictogramas: são gráficos onde se utilizam figuras ou símbolos alusivos ao problema em estudo. (UL)

Planificação do Problema: consiste na determinação de um processo para resolver o problema e, em especial, como obter informações sobra a variável em estudo. (UL)

Poder: probabilidade de rejeitar corretamente a hipótese nula quando a mesma é falsa, ou seja, de encontrar corretamente um suposto relacionamento quando ele existe. Determinando como uma função (1) do nível do nível de significância estatística (alfa) dado pelo pesquisador para um “erro tipo I”, (2) do tamanho da amostra utilizada na análise e (3) do “tamanho do efeito” examinado. (L1)

Polígono de Freqüências
: são gráficos com aspecto de linhas quebradas. Constroem-se unindo por segmentos de reta os pontos médios das bases superiores dos retângulos de um histograma. (UL)

População: é um conjunto de seres com uma dada característica em comum e com interesse para o estudo. (UL)

População: Conjunto de indivíduos, quer sejam humanos ou animais, em constante processo de modificação por crescimento (nascimento, imigração) ou perda (morte, emigração) que vivam na mesma área. Numa população em estado natural, esse processo é limitado pela disponibilidade de alimentos e pelos demais fatores ambientais. As populações humanas são, entretanto, afetadas pelos costumes sociais que governam a reprodução e pelas técnicas da civilização moderna que reduzem a mortalidade e ampliam a vida. "Em Ecologia, o termo população, cunhado inicialmente para designar um grupo de pessoas, ampliou?se para incluir grupos de indivíduos de qualquer classe de organismos" (Odum, 1972). "Conjunto de indivíduos da mesma espécie que vivem em um território cujos limites são geralmente os da biocenose da qual esta espécie faz parte (...) As populações possuem certas características tais como a distribuição espacial dos indivíduos, a densidade, a estrutura, os coeficientes de natalidade e mortalidade, as relações de interdependência entre os indivíduos etc (...) as populações são entidades reais que têm sua própria organização e não se confundem com as simples justaposições de indivíduos independentes uns dos outros" (Dajoz, 1973). (DEA)

População Economicamente Ativa: "Do mais amplo ponto de vista, é aquela parte da população total disponível correntemente para trabalhar na produção e na distribuição dos bens e serviços econômicos" (Sahop, 1978). (DEA)

População Total: "É o resultado da contagem total de homens e mulheres de todas as idades, residentes em todo o pais, em cada uma das entidades federativas, em cada um dos municípios ou em cada uma das localidades segundo o nível geográfico de informação" (Sahop, 1978). (DEA)


Probabilidade: É o quociente entre o número de casos favoráveis e o número total de casos possíveis em uma experiência. A probabilidade de obter o número 4 no lançamento de um dado sem defeito é 1/6. (SM)

Letra Q

Quartis (Q1 e Q3): são os valores que dividem a distribuição em quatro partes iguais. Com n = nº de observações da amostra, tem-se quando o índice i dos xi é um número inteiro par: (UL)





Ímpar:






Quando o índice i dos xi não é um número inteiro, calcula-se como nos exemplos seguintes: (UL)



Letra R

Recenseamento: o mesmo que Censo. (UL)

Recolha de Dados: é a primeira etapa depois de definido o problema em estudo. (UL)

Regressão Linear: Método para encontrar a reta que mais se aproxima de um conjunto de pontos. (SM)

Relações Estatísticas: são relações que se podem estabelecer entre determinadas variáveis de um problema em estudo. (UL)

Reta de Regressão: é a recta traçada sobre uma dada Núvem de Pontos, sendo um modelo matemético que pretende descrever a relação existente entre duas variáveis unidimensionais de uma distribuição bidimensional. (UL)

onde:



Letra S

Separador de Freqüências: é um tipo de tabela que permite ter uma percepção imediata do aspecto global dos dados sem perda da informação contida na coleção dos dados inicial. (UL)

Significância Prática: método de avaliar resultados da análise multivariada baseado em suas descobertas substanciais, em vez de sua significância estatística. Enquanto a significância estatística determina o resultado pode ser atribuído ao acaso, a significância prática avalia se o resultado é útil (isto é, substancial o bastante para garantir ação). (L1)


Somatório: representa, de forma abreviada, uma soma. (UL)



Sondagem: é o estudo estatístico que se baseia numa parte da população, isto é, numa amostra que deve ser representativa dessa população. (UL)

Letra T

Tabela de Freqüências: são tabelas onde se apresentam os dados por classes e as freqüências respectivas. (UL)

Tamanho da Amostra: é o número de elementos que constituem uma dada amostra. (UL)

Tamanho do Efeito: estimativa do grau em que o fenômeno estudado (por exemplo, correlação ou diferença em médias) existe na população. (L1)

Técnica: "Conjunto de procedimentos e recursos de que se serve uma ciência" (Diccionario de la Naturaleza, 1987). (DEA)

Técnica de Dependência: classificassão de técnicas estatísticas diferenciadas por terem uma variável ou um conjunto de variáveis identificado como a(s) “variável(eis) dependente(s)” e a(s) variável(eis) remanecente(s) como “independente(s)”. O objetivo é a previsão da(s) variável(eis) dependente(s) pela(s) variável(eis) independente(s). Um exemplo é a análise de regressão.
(L1)

Técnica de Interdependência: classificação de técnicas estatísticas nas quais as variáveis não são divididas em “conjuntos dependentes e independentes” (por exemplo, análise fatorial), todas as variáveis são analisadas como um único conjunto. (L1)

Tentativa e Erro, Chute: Uma estratégia de resolução de problemas onde se faz uma escolha para viabilizar o resultado. Assim, procede-se várias vezes até que se chegue a alguma conclusão próxima ao objetivo para a resolução do problema. (SM)

Tratamento: variável independente que o pesquisador manipula para ver o efeito (se houver) sobre a(s) variável(eis) dependente(s), como em um experimento. (L1)

Letra U

Unidade Estatística: é cada um dos elementos da população. (UL)

Letra V

Validade: extensão em que uma medida ou um conjunto de medidas representa corretamente o conceito do estudo – o grau em que se está livre de qualquer erro sistemático ou não-aleatório. A validade se refere a quão bem o conceito é definido pela(s)medida(s), enquanto “confiabilidade” se refere à consistência da(s) medida(s). (L1)

Variância: é a medida que permite avaliar o grau de dispersão dos valores da variável em relação à média. (UL)


Variável: Termo de uma função ou relação, sujeito a alterações de valor; quantidade que pode assumir qualquer valor de um conjunto específico de valores. "Propriedade real medida por observações individuais" (Fritz et alii, 1980). (DEA)

Variável Dependente: efeito presumido, ou resposta, a uma mudança na(s) “variável(eis) independente(s)”. (L1)

Variável Dicotômica:
variável não-métrica transformada em uma variável métrica designando-se 1 ou 0 a um objeto, dependendo se este possui ou não uma característica particular. (L1)

Variável Estatística: combinação linear de variáveis formada na técnica multivariada determinando-se pesos empíricos aplicados a um conjunto de variáveis especificado pelo pesquisador. (L1)

Variável Independente: causa presumida de qualquer mudança na “variável dependente”. (L1)

Variáveis Contínuas: são as variáveis que podem tomar qualquer valor de um determinado intervalo. (UL)

Variáveis Discretas: são as variáveis que podem tomar um número finito ou uma infinidade numerável de valores. (UL)

Variáveis Qualitativas: o mesmo que Atributos Qualitativos. (UL)

Variáveis Quantitativas
: o mesmo que Atributos Quantitativos. (UL)

Letra W

Letra X

Letra Y

Letra Z

Referências do Dicionário

UL -> Universidade de Lisboa
Cátia Susana Laureano da Silva
Helena Isabel Coelho Costa
Mónica Patrícia Antunes Matias
Link


DEA -> Dicionário Ecológico Ambiental
Link


EEA -> Esteio – Engenharia de Aerolevantamentos
Link


SM -> Só Matemática
Link



*** * ***


L1 -> Livro 1
Análise Multivariada de Dados
Joseph F. Hair Jr
Rolph E. Anderson
Ronald L. Tatham
William C. Black
Link

O primeiro passo...

Entendendo a importância da Estatística sem ser gênio, matemático ou bruxo
Por Paulo Afonso Lopes

"Jornais, televisão, rádio, revistas e outros meios de comunicação nos bombardeiam, diariamente, com notícias, baseadas em estatísticas, como se fossem verdades absolutas. Nessa hora, provavelmente, você sente a importância de ser capaz de avaliar corretamente o que lhe dizem. Todavia, será que os números apresentados resultam de uma análise estatística cuidadosa? O perigo está no fato de que, se não consegue distinguir as afirmações falsas das verdadeiras, então você está vulnerável à manipulação por outras pessoas, cujas conclusões podem conduzir você para decidir contra os interesses seus e, depois, arrepender-se. Por estas razões, conhecer Estatística é um grande passo no sentido de você tomar controle da sua vida (embora não seja, obviamente, a única maneira necessária para esta finalidade).

Observe os seguintes exemplos de afirmações recentemente publicadas em dez meios de comunicação (não estou dizendo que cada uma delas seja verdadeira)· Sua expectativa é de que a inflação feche o ano entre 6% e 7%. (Folha de São Paulo, Dinheiro, 16 de maio de 2005)· Atualmente, a taxa de pacientes com câncer de pulmão que não apresentam reincidência depois de cinco anos de tratamento é de 17% – um avanço de 70% em relação à década de 70. (Revista Veja, edição 1905, 18 de maio de 2005)· As projeções de mercado para o IPCA de 2005 subiram de 6,30% para 6,39% em pesquisa semanal feita pelo Banco Central e divulgada hoje. (O Estado de São Paulo, 16 de maio de 2005)· Um estudo da Corporate Executive Board mostrou que a produtividade de um funcionário brilhante chega a ser até 12 vezes superior à do colega mediano.(Revista Exame, edição 841, 27 de abril de 2005) · De acordo com a Embratur (Empresa Brasileira de Turismo), a companhia aérea trouxe 1.473.183 dos 6.138.000 passageiros que entraram no país no ano passado, o equivalente a 24% desses passageiros.(Revista Aeromagazine, Notícias, 16 de maio de 2005)· IBGE: Emprego industrial cai 0,2% em março (JB Online, 16 de maio de 2005)· Os investidores que colocam todo seu dinheiro em uma única ação estão elevando em mais de 50% a chance de queda do poder de compra de seu investimento em um período de 20 anos, aponta o estudo. (JB Online, 17 de abril de 2005)· Nordestinos já são 52,6% dos migrantes (Jornal O Globo, 16 de maio de 2005)· Comércio varejista cresce 1,75% em volume de vendas e 2,44% em receita nominal (IBGE, 12 de maio de 2005)· Se a vítima não fosse o prefeito de Santo André, o impacto não seria o mesmo e o caso teria sido tratado como mera estatística. (Márcio Coimbra em http://www.ambito-juridico.com.br/aj/cron0237.htm)

Todas essas notícias são, na sua essência, Estatística. Elas parecem familiares, embora os exemplos sejam de áreas bastante distintas: economia, medicina, gestão, turismo, social, investimentos, comércio e até política. Em resumo, os números (também expressos por meio de tabelas e gráficos) e a interpretação deles surgem nos discursos de praticamente todo aspecto da vida contemporânea.

Desse modo, as estatísticas são, freqüentemente, apresentadas como um testemunho de credibilidade a um argumento ou a uma recomendação, fato que você pode comprovar ouvindo o veiculado nos meios de comunicação: o primeiro pensamento é acreditar na notícia como se fosse verdade absoluta. Recorde-se, então, do ex-primeiro-ministro britânico Benjamin Disraeli (1804-1881), quando afirmou que “Há três espécies de mentiras: mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas”.

No entanto, Estatística é método, ciência e arte.

É método quando, na Física, na Biologia, na Medicina ou na Pedagogia, aplica-se a populações específicas, isto é, serve a uma ciência particular, da qual se torna instrumento. É ciência quando, graças às suas teorias, estuda grandes conjuntos, independentemente da natureza destes, sendo autônoma e universal. Finalmente, é arte na construção de modelos para representar a realidade.

Assim sendo, nem tudo está perdido, porque a Estatística pode ajudar você a reagir de modo inteligente às informações que lê ou escuta e, neste sentido, torna-se um dos mais importantes assuntos que provavelmente estudou.

O presente artigo tem o objetivo de motivar você a ser mais um dos consumidores inteligentes de estatísticas e, para ser um deles, o primeiro passo é refletir e começar a questionar aquelas que encontrar.

Por esta razão, convido você a reformar os seus hábitos estatísticos a partir de agora. Simplesmente, não mais aceite números, tabelas, gráficos e conclusões. Ao invés disso, comece a pensar nas fontes de informação e, mais importante, nos procedimentos usados para gerar essa informação. Defenda-se contra afirmações falsas, embrulhadas como se fossem estatísticas. Aprenda a reconhecer se uma evidência estatística apóia, realmente, uma conclusão apresentada.

A Estatística está toda ela em volta de você, algumas vezes usada de modo adequado, outras vezes não. Como o objetivo da Estatística é auxiliar a sua tomada de decisões em situações de incerteza, distinguir as boas das más estatísticas é, mais do que nunca, um dever, uma obrigação."

Motivada pelo texto do estatístico Paulo Afonso Lopes, resolvi dar o primeiro passo na busca da divulgação da Estatística e sua importância em nosso dia-a-dia.

Sei que não será algo definitivamente fácil, por isso espero contar com a colaboração dos amigos interessados pelo assunto.